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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Vozes (Voices)

Agora eu faço uma folha de vozes -- pois eu não encontrei nada mais forte do que elas são,
e eu descobri que nenhuma palavra dita, mas é bonita, em seu lugar.

Ó, que há em mim que me faz tremer tanto com as vozes?
Certamente, quem quer que fale comigo com a voz certa, a ele ou ela devo eu seguir.
Como a água segue a lua, silenciosamente, com passos fluídos, em qualquer lugar do globo.

Tudo espera pelas vozes certas:
onde está o órgão hábil e perfeito? Onde está a Alma desenvolvida?
Para que daí eu veja cada palavra proferida, mais profunda, mais doce,
novos sons, impossíveis em menos termos.

Eu vejo cérebros e lábios fechados -- tímpanos e têmporas descolados,
até que venha aquele que tenha a capacidade de chocar e revelar,
até que venha aquele que tenha a capacidade de trazer à frente o que existe
de adormecido, sempre pronto, em todas as palavras.

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